Documentos
Para entrar no Peru e na Bolívia não é necessário levar Passaporte, basta apresentar o seu R.G. Por via das dúvidas e para aumentar o número de carimbos no meu documento, levei o passaporte. Ele ficava sempre em casa e quando estava estabelecido em algum lugar e saia para passear levava comigo só uma cópia (xerox simples), para qualquer eventualidade. Além disso, é capaz que você encontre na internet algum relato sobre o Certificado Internacional de Febre Amarela que eu tirei no Aeroporto de Congonhas, mas em momento algum da viagem solicitaram esse documento para mim.
Condicionamento Físico
Se você não estiver acostumado com caminhadas, carregar peso ou atividades que exijam um esforço maior do que os famosos levantamentos de garfo e copo, prepare-se alguns meses antes da viagem. Faça mais caminhadas, ande de bike, dance ou procure algo que melhore seu condicionamento. Não sou atleta, sou fumante (1/2 maço por dia) e aguentei umas subidas de matar, como é o caso de Waynapicchu (PER) e Isla del Sol (BOL). Aliás, subir Waynna Picchu é foda. Quando você acha que já deu, tem mais uns belos 500m para caminhar com degraus minúsculos e não tem nem há nem uma plaquinha dizendo que você precisa estar preparado. Então... lembre-se desse tópico, largue o sedentarismo e faça exercício porque, de qualquer maneira, mal não irá lhe fazer.
Soroche (Mal de Atitude)
Antes de mais nada esteja avisado que as principais cidades que você irá visitar estão há cerca de 2.800 metros acima do nível do mar. Para quem não sabe, isso pode ocasionar Soroche (Mal de Atitude) que ocorre graças a baixa pressão de oxigênio (normal em grandes atitudes). Os sintomas mais comuns são enjôo, tontura, má digestão, vômitos, sensação de cansaço, falta de ar, diarréia, dor de cabeça, coração acelerado e sangramentos no nariz. Não há nada que você possa fazer para prevenir isso, apenas busque descansar um ou dois dias quando chegar e antes de praticar atividades intensas nesses lugares, abuse dos chás de coca ou até mesmo masque folhas de coca (amargo pra cacete!). Com o tempo você acostuma, mas ainda vai ficar cansado quando subir uma rua um pouco mais inclinada. De qualquer maneira, tive amigos que nem sentiram a diferença. Por outro lado, eu acoredei no primeiro dia com uma dor de cabeça insuportável que passou na manhã seguinte. Não se assuste, esteja apenas preparado e siga os conselhos deixados aqui. Tudo vai acabar muito bem.
Equipamento
Não pense que seu All-Star irá te ajudar na viagem. Ele pode até ser descolado nas grandes cidades, mas não vai te ajudar nas trilhas e atividades mais radicais. Fora a sua roupa bonitinha para paquerar em Cuzco, separe umas camisas dry-fit para as trilhas (elas ajudam a evaporizar o suor), um par de botas impermeável (Timberland e Quechua dão conta do recado), chapéu (o Sol vai te cozinhar e você nem vai perceber), calças confortáveis (tudo menos moleton), Anorak (se você não sabe como se vestir em lugares frios, conheça o esquema de três peles aqui), iPod, mochila de ataque, celular com wi-fi (será seu computador em todos os lugares), doleira (para manter seus documentos e o grosso do dinheiro protegidos e fora de vista), lanterna (aquelas que você prende na cabeça) protetor solar, repelente e o básico para toda viagem como alguns remédios, necessáire, câmera com duas baterias extras e muito espaço para fotos, toalha, óculos escuros, etc... Uma coisa te garanto, leve menos roupa do que você acha que vai usar. O esquema é você andar com pouco peso na mala e lavar as roupas pelas cidades, o que não falta nesses lugares é lavanderia. É certo que não vão lavar sua roupa com Confort ou passar como a sua mãe ou empregada faz, mas você está fazendo um MOCHILÃO, esqueça sua vida de mimos por alguns dias.
Dinheiro
Se você é brasileiro, você vai achar o Peru barato. Na Bolívia, você vai se sentir o rei da cocada preta. Em ambos os países os principais passeios turístiscos podem ser pagos em dólar ou moeda local. No caso do Peru a moeda local é o Nuevo Sol (S/.) e na Bolívia, Bolivianos (Bs). Na época que visitei os dois países, um dólar equivalia a 2,70 Soles e *PASMEM* 6,85 Bolivianos. E não imagine que os preços das coisas seja absurdo na Bolívia, as coisas são realmente muito baratas. Dentro do roteiro que montei, sem contar as passagens aéreas e sem gastar com hospedagem nos meus dez primeiros dias de Cuzco, gastei US$ 933. Se eu quisesse economizar ou apertar o orçamento, acho que faria a viagem com até US$ 700.
Hospedagem
Os dez primeiros dias da minha viagem eu passei em Cuzco e como participo do Couchsurfing, não gastei nada para me hospedar. Se você não conhece o Couchsurfing, cadastre-se e comece a participar da comunidade, você vai se surpreender com pessoas que estão dispostas a te hospedar em suas casas em qualquer lugar do mundo DE GRAÇA. De qualquer maneira, existem milhares de possibilidades para se hospedar no roteiro que vou passar para vocês, basta perguntar para taxistas ou rodear os principais centros turísticos. Lembrando apenas que existem hotéis e HoStels. A segunda categoria é mais barata, possui menos serviços, mas a probabilidade de encontrar pessoas jovens e aventureiras é mais alta. Além disso, alguns hostels possuem parcerias com agências de viagens e baladas o que pode te garantir alguns descontos e bastante farra.
Preparativos
05:12 |
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